Estresse, mágoa e revolta são os queridinhos do câncer, de qualquer tipo. Devemos ser fortes e não ficar de bobeira fazendo as besteiras que eu fiz. Meu marido foi apanhar um livro da estante e caiu da escada batendo com a cabeça na escrivaninha. Algum tempo depois sofreu um infarto, sendo aconselhado a fazer um cateterismo em Curitiba. Ele não queria ir como sempre acontecia em se tratando de cuidar da saúde. Alegava serviço urgente, sempre a mesma desculpa. Assustada insisti tanto que ele cedeu. Era diziam, um procedimento simples. Viajamos felizes, eu mais ainda me sentindo vitoriosa em convencê-lo.
Entrou naquela sala para resolver um problema e saiu destruído. Uma criança num corpo adulto.
Junto foi embora a minha alegria de viver. Pensar na filha ajudava em termos porque eu estava convencida que havia acabado com o pai dela. Mudei a maneira de olhar a vida, mudou meu temperamento, tornei-me amarga, desiludida, agressiva, cheia de remorso, com ódio de mim. Baixei a guarda e o câncer de cólon veio com tudo não deixando de arrastar a companheira leucemia.
sábado, 7 de junho de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Verdade?
Postar um comentário